"Esta proposta de fazer jornalismo através do uso de imagem e texto em uma coesão, onde texto e imagem se fundem formando um significado, revela-nos uma maneira de narrar os factos em que um aspecto singular da notícia possa ser explicado com maior clareza e facilidade para a compreensão de temas mais complexos do que através do puro texto.”
(CECÍLIO, Evane,
2011)
A terceira
proposta de trabalho consiste na elaboração de uma infografia,
preferencialmente de interesse jornalístico. A pergunta que nos colocámos antes
de escolher o tema foi: o que gostaríamos de ver numa revista?
No contexto da
crise económica actual e na probabilidade crescente de termos de procurar outro
país para trabalhar (especialmente na área sobrelotada em que nos encontramos),
achámos que seria interessante avaliar o modo de vida de alguns países
europeus.
Após alguma
pesquisa, encontramos uma infografia que nos agradou muito e serviu de
inspiração para o nosso trabalho.
A primeira etapa
passou por escolher os países a analisar. Guiámo-nos por dois critérios: o
primeiro foi a localização, pois queríamos pelo menos um país de cada “grupo”:
um nórdico, um de leste, um de sul, um da europa central e outro mais
ocidental.; o segundo critério passou pela análise do salário mínimo e optámos
pelos países com valores mais discrepantes.
Escolhemos o
salário mínimo como objecto de análise porque, por um lado, é uma informação
útil para possíveis emigrantes, por outro, é algo que as pessoas gostam sempre
de saber. Concordámos que a utilização de uma mapa seria boa ideia, permitindo
uma localização geográfica dos países em análise.
De seguida
lembrámo-nos dos dias de férias, uma temática muito polémica hoje em dia,
principalmente em Portugal. No entanto, após a recolha de dados, verificámos
que os dias de férias/feriados nos países escolhidos não diferiam muito, não
sendo um dado representativo do contraste entre o modo de vida dos europeus.
Segundo Teixeira
(2007), a infografia surge “sempre que se pretende explicar algo, de forma
clara e, sobretudo, quando só o texto não é suficiente para fazê-lo de maneira
objectiva”. No nosso caso, é exactamente isto que acontece, na medida em
que usámos valores de estatísticas e não de uma notícia já elaborada.
No decorrer da
nossa pesquisa, encontrámos uns estudos sobre as despesas dos agregados
domésticos em diferentes países. Na medida em que quanto uma pessoa gasta em
determinados produtos/serviços demonstra o seu nível de vida, achámos que seria
interessante mostrar esse aspecto na nossa infografia. Das onze categorias
abordadas pelo estudo (PORDATA), escolhemos as seguintes: alimentação,
vestuário, bebidas alcóolicas/tabaco, cultura/lazer, habitação, saúde,
comunicação. Como eram todas representáveis por imagens, optámos por criar uma
para cada categoria e fazer uma espécie de pictograma: aprendemos que a
repetição funciona melhor que o tamanho. Decidimos também que na maior despesa
em cada categoria usariamos uma cor diferente de modo a realçá-la.
Para identificar
os diferentes países usamos uma imagem de um homem com a respectiva badeira.
Outro aspecto
que decidimos incluir foi a evolução da taxa de desemprego em três momentos
diferentes: 2000, 2005 e 2013. Escolhemos intervalos de tempo pequenos porque
as oscilações entre estes anos já eram suficientes.
No fim,
decidimos acrescentar uma secção de curiosidades, com maior ênfase nos números.
Como refere o
jornalista Alberto Cairo, “A infografia não é uma linguagem do futuro, é uma
linguagem do presente.” Este trabalho serviu para
compreendermos de que modo pudemos usá-la, quando as palavras não são
suficientes.
Carolina Roseira Rodrigues
Pedro Gomes
Sara Machado
turma 5 || 1º ano



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